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PDG mal na foto

12 de abr de 2012 | Por: Virginia Duailibe

Primeiro, foi a Tenda, responsabilizada pelo tropeço da Gafisa, revelado no balanço do último trimestre de 2011. Agora, é a vez da Agre ser colocado como vilã dos números preocupantes da PDG no 4º trimestre, que representaram um recuo de 85% ante R$ 213,1 milhões, reportados em igual período do ano anterior.

A expectativa da PDG é que as margens da companhia possam melhorar até o final de 2012, à proporção que os antigos projetos da Agre - com margens menores - forem sendo entregues.

Não é difícil entender: esses projetos da Agre, com rentabilidade de 20% a 24%, contribuíram para afetar os números da PDG, uma vez que respondem por parcela de 35% a 40% das margens da companhia.

A redução da participação de terceiros no total das obras também deve contribuir para a melhora dos números da PDG. Vale lembrar que, no quarto trimestre, a margem bruta da companhia foi de 18,5%, ante 28,2% no mesmo período de 2010.

A Agre também está sendo responsabilizada por grande parte dos atrasos na entrega das obras, que tem ocupado a mídia e os fóruns online com uma enxurrada de queixas de clientes. Mas, em rel~ção a isso, é bom que se diga que, das 32,4 mil unidades entregues pela PDG no ano passado, os projetos da Agre responderam por um terço.

Cheguei a ler em um dos fóruns online sérias queixas de clientes sobre a PDG, que comparavam o atendimento que receberam da companhia ao dispensado ao gado tocado nos pastos... Bom, pelo menos isso não pode ser atribuído à Agre, não é?

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