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Tentando entender a Gafisa (cont.)

03 de abr de 2012 | Por: Virginia Duailibe

Quando comparamos a performance da Gafisa em 2010 e 2011, a impressão que se tem é que pela companhia passou um tsunami. Os números são impressionantes: em 2010, dignos de comemoração; e, em 2011, uma lástima.

É bom que se diga que esses dados , que causaram frisson no mercado, são preliminares, não foram auditados e não informam os dados referentes ao quarto trimestre de 2011.

Em reportagem do Valor Econômico, as demonstrações financeiras completas da companhia e o parecer da auditoria serão divulgados somente no dia 9 de abril.

O fato é que, pelo que se tem até agora, a receita líquida da Gafisa caiu 25% no ano passado, fazendo crescer em 95% seu prejuízo financeiro líquido.

E por óbvio que o mercado em polvorosa quer saber o que pode ter causado essa reviravolta, após uma boa performance em 2010.

Provavelmente, ajustes de R$ 889,532 milhões ocorridos no quarto trimestre, impactaram os resultados em 2011, por levarem à reversão total de receita de R$ 1,2 bilhão.

Culpa maior da Tenda, que respondeu por 69% dos ajustes, uma vez que a Gafisa é responsável por menor quinhão: 31%. Vale lembrar que metade desses ajustes se referem à revisão de orçamentos de projetos.
E a outra metade? A mudança de estratégia da companhia vai responder por ela, certamente.

A forma como foram conduzidos os distratos de unidades da Tenda e a reavaliação de terrenos que deixaram de ser considerados estratégicos, podem ter contribuído para essa situação.

Para 2012, com redução de cerca de 14% em relação ao ponto médio do ano passado, a companhia escalonou seus lançamentos da seguinte forma; 50% são da marca Gafisa, 40% de Alphaville e 10% de Tenda.

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